Secret Wines of Portugal – SWOP

SWOP. Secret Wines of Portugal é uma nova distribuidora que promete revelar alguns dos segredos mais bem guardados do universo vínico português.

Secret Wines of Portugal - SWOP

Tem por missão trazer-nos vinhos com carácter, produzidos por pequenos produtores provenientes de diferentes regiões, a partir de castas exclusivamente autóctones. A tradição, a viticultura sustentável e os métodos de enologia minimalista são características que procuram reunir nos vinhos que representam. Reconhecer o seu valor e preservar a identidade do seu património, são regras fundamentais na divulgação do trabalho destes produtores.

Secret Wines of Portugal - SWOP

Pelo que tive oportunidade de conhecer nesta apresentação, que decorreu na passada semana no Hotel Epic Sana em Lisboa, estamos perante um portefólio diversificado, onde a maioria são vinhos com identidade própria, que exprimem com carácter a região onde estão inseridos. Pelo meio há lugar para referências mais simples e directas e até algumas boas surpresas.

Casas Altas Riesling

Um Riesling da Beira Interior. Todo ele frescura e mineralidade, citrinos e fruta branca, honesto e surpreendente, com um leve apontamento apetrolado, a exprimir a casta e a dar autenticidade ao conjunto. Fiquei fan.

Quinta Vale do Ruivo

Outros dos vinhos do produtor Casas Altas, que vem de Pinhel, na Beira Interior, são estes Quinta Vale do Ruivo. O branco, com Fonte da Cal, Síria e Arinto, e o tinto de Rufete, Baga e Folha de Figueira, são vinhos sérios, frescos e minerais, diferentes e com carácter. Gostei do género e fico curioso para ver como evoluem.

Segredos de Sezures Encruzado

Outro vinho que me chamou a atenção foi este Encruzado do Dão. Não consegui saber muito deste produtor, apenas que vem de Sezures, uma freguesia de Penalva do Castelo. O vinho está dentro do perfil fresco e mineral dos bons Encruzados do Dão. Outro para manter debaixo de olho.

Mau Feitio Tinto

Impossível passar ao lado deste vinho. Impactante a garrafa, com o nome do vinho a suportar o brilhantismo do design da garrafa, onde o mau feitio está expresso num rótulo rasgado e amassado. Excelente cartão de visita. Quanto ao vinho, vem do Douro, de vinhas a 600 mts de altitude, com a Tinta Roriz bem secundada pela Touriga Nacional, Tinto Cão e Tinta Francesa. Este define-se pela elegância, na fruta limpa, no nariz fechado, na boca poderosa, com taninos vibrantes, a fazer jus ao nome.

D. Graça Escolha Virgílio Loureiro 2008

Por último um produtor que já conhecia mas que ainda não tinha provado os seus vinhos. Poderia falar do branco feito de Rabigato, ou dos tintos de Sousão ou Tinto Cão, mas fixo-me neste Escolha do Enólogo. Um vinho com uvas de vinhas com altitudes opostas e vindimadas com dois meses de diferença. Elegância e complexidade para um tinto duriense, que apesar da idade, ainda não se exprime na plenitude.

 

Segredos que são agora revelados e que podem ser conhecidos no próximo Mercado de Vinhos do Campo Pequeno, que irá decorrer no próximo fim de semana. Vale a pena.

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