Offley Clink Portonic Vs Taylor’s Chip Dry Port

Entra Agosto e com ele a bonita silly season. É tempo de desacelerar e descontrair (e aproveitar a cidade vazia), de sacar os hits do Verão, onde pontificam as sidras do Bordelet, um ou outro Vermouth e claro, os Porto Tónicos. Pareceu-me o momento ideal para testar as novidades da época, os Porto Tónicos em lata, que chegaram este ano ao mercado para ajudar a desconstruir a imagem mais conservadora que temos do Vinho do Porto.

Como sempre nestas situações, houve quem achasse que este era um produto que vinha descredibilizar o Vinho do Porto, ao apresentar o produto numa lata, mas também quem tenha aplaudido, ao ver o sector a modernizar-se e a procurar novos públicos. Pessoalmente não me choca, estamos a falar de um cocktail, a imagem é jovem e fresca, remete-nos para momentos de consumo descontraídos e não estamos a falar propriamente de Vinho do Porto, na sua vertente tradicional. Como sou consumidor de Porto Tonic, principalmente no Verão, vejo-me perfeitamente a consumir uma bebida preparada do género.

Escolhi, para me iniciar nos Porto Tónicos em lata, o Offley Clink Portonic e o Taylor’s Chip Dry & Tonic. O primeiro custou-me 2,20€ e o segundo 2,62€. No que toca às imagem das latas, gostei mais da da Taylor’s, leve, fresca, mas sóbria ao mesmo tempo, enquanto que a da Offley, também atractiva, nos remete para um universo mais jovem e alegre. Numa primeira fase fiz a prova apenas com gelo e depois, numa segunda fase, juntei uma folha de hortelã e meia rodela de limão. A primeira impressão que sobressai, quando colocamos os dois copos lado a lado, é que a bebida da Offley é menos carregada na cor. No nariz, a da Taylor’s sobressai, é mais aromática e com mais sugestões de Porto Branco. Já no sabor, fiquei um pouco dividido, apesar de pender ligeiramente para o lado da Offley. Pareceu-me, a da Offley, ligeiramente mais seca, com o travo amargo da tónica mais presente e, no geral, mais leve e fresca. Já a da Taylor’s, é uma goludice e apetece beber mais que uma. São sabores mais consensuais, mais a Porto, com um pouco mais de sensação de doçura também, num conjunto também fresco e muito saboroso. Fiquei com a ideia que a Taylor’s terá uma percentagem um pouco maior de Vinho do Porto, mas como as marcas não disponibilizam as fichas técnicas (e na lata também nada diz), fica a dúvida.

No geral gostei. Não serei um cliente assíduo, mas passa a ser uma boa opção para quando apetece uma bebida fresca ao final da tarde e não faz sentido comprar os ingredientes para fazer um Porto Tónico de origem, principalmente quando se trata de poucas pessoas. Se forem muitas, aí compensará comprar uma garrafa de Porto Branco e de Água Tónica, além de ficar mais barato, temos a possibilidade de preparar o cocktail ao nosso gosto. Já em relação ao vinho de mesa em lata tenho muito mais reservas, mas deixo esse tema para uma próxima oportunidade.

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